01/05/2026 às 21:22 Nos Cinemas

Crítica - "O Diabo Veste Prada 2"

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4min de leitura

Inspirado no livro de Lauren Weisberger com roteiro de Aline Brosh McKeena  e dirigido por David Frankel, O Diabo Veste Prada volta com uma sequência 20 anos depois, mostrando o retorno dos personagens da revista de moda Runway na era das redes sociais e cancelamentos. 

20 anos depois e será que mudou muita coisa no mundo da moda que agora está imerso completamente na era digital das redes sociais, criadores de conteúdo e trends das plataformas? A primeira vista ao voltarmos ao prédio da revista Runway, parece que sim. E é assim que nos sentimos ao voltarmos ao local junto com Andy Sachs (Anne Hathaway) que depois de perder seu emprego junto com outros colegas em um jornal famoso, se vê obrigada a retornar a seu antigo  emprego na revista  de moda mas dessa vez como Editora da revista para ajudar a suavizar a imagem da mesma após um escândalo fazer com que Miranda (Merly Streep) vire  tema de memes nas redes sociais. 

Ao mesmo tempo, Miranda está almejando conseguir o cargo de Diretora Criativa da Runway, e que conta com a ajuda também de Amari (Simone Ashley de Bridgerton)  a nova assistente de Miranda que também atua como Estrategista de Imagem Digital e Assistente Executiva. Resumindo: Miranda não pode mais destratar funcionários nem jogar seus casacos quando chega no escritório, provavelmente para evitar processos de ex funcionários também. 

Para conseguir se adaptar a Runway da era digital, Andy precisa se atualizar com o novo formato da revista agora na era digital e faz isso com a ajuda de Nigel (Stanley Tucci) que agora é o Consultor Criativo Senior e Diretor de Imagem da revista, que ajuda Miranda a fazer curadoria da revista em escala global. 

Mas o novo cargo de Andy não é tão fácil quanto parece porque alem de ser Editora da revista, ela precisa garantir também que as métricas da revista digital estejam boas para garantir os patrocinadores, incluindo Dior que hoje é comandado por ninguém menos que Emily (Emily Blunt) que agora é uma executiva de alto escalão de uma das maiores marcas de luxo do mundo. 

E Andy se vê obrigada a voltar para o mundo da moda e a voltar a usar as maravilhosas roupas de marca com a ajuda de Nigel para poder transitar novamente nesse mundo fashion e ajudar Miranda a conseguir o cargo que tanto deseja ao mesmo tempo que explora novas possibilidades dentro da própria revista. 

O roteiro de Aline Brosh McKeena (que teve pitacos das atrizes Meryl Streep e Anne Hathaway para ficar perfeito para a era atual)  mostra o quanto o mundo moderno mudou em 20 anos. Não somente no mundo da moda, mas no contexto geral onde não só devemos respeitar a diversidade e todos os tipos de gêneros e corpos mas também que certos comportamentos que eram tolerados também no ambiente corporativo hoje em dia podem gerar até processos judiciais. Então, todo cuidado é pouco na hora de fazer um comentário ou vídeo nas redes sociais. 

A direção de David Frankel mostra que a estética do primeiro filme foi respeitada e temos até uma sequência nova ao som de “Vogue” tentando recriar a montagem do primeiro filme. Embora funcione, não ficou tão icônica quanto a do filme original. 

O Figurino de Patricia Fiel que retorna a produção (ela também foi responsável pelos looks icônicos do primeiro filme) onde ela manteve o DNA glamouroso da Runway original mas agora trazendo a estética de luxo silencioso que está em evidência no mundo da moda misturando itens de brechó com itens acessíveis com estilistas caríssimos de marcas famosas. 

A volta do elenco original certamente deixa a produção ainda mais memorável para todos os fãs do primeiro filme que cresceram assistindo na sessão da tarde e muitos deles foram trabalhar no mundo da moda por conta do filme. Mas acompanhar a evolução dos personagens nesses 20 anos (especialmente de Andy e Miranda) é uma satisfação muito grande para todas as jornalistas de moda de plantão. 

É muito gratificante poder ver que Andy Sachs realizou seu grande sonho de viajar o mundo trabalhando como jornalista e que até ganhou prêmios enquanto que Miranda teve que se adaptar a nova era digital e suavizar um pouco a sua imagem para evitar cancelamentos e processos. 

Passaram-se 20 anos, embora o tempo não tenha passado para as atrizes principais porque elas voltaram tão afiadas quanto antes em seus papeis icônicos adaptadas a nova era digital das redes sociais. 

O Diabo Veste Prada 2 estreia hoje nos cinemas e está sendo distribuido no Brasil pela 20th Century Studios. 

01 Mai 2026

Crítica - "O Diabo Veste Prada 2"

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