
Supergirl é a grande estreia da semana dos estudios da DC Comics. Inspirado na HQ Mulher do Amanhã escrita por Tom King de 2021, a historia traz Ruthye (Eve Ridley) uma jovem que acabou de testemunhar o assassinato de seu pai e munida apenas da espada que ele fabricava, ela deseja se vingar do assassino chamado Krem (Matthias Schoenaerts) das Colinas Amarelas. Supergirl (Millie Alcock) esbarra em Ruthye em um dos planetas com sol vermelho que ela ocasialmente visita para conseguir ficar bebâda já que ela ainda está sofrendo pela perda do seu planeta natal, Krypton. E nessa história em particular, Kara está celebrando seu aniversário de 23 anos e vai para um planeta com sol vermelho para poder celebrar da melhor maneira possível pelo ponto de vista dela: com muita bebida e briga de bar.
Alerta para os fãs da personagem ou da franquia do Superman. Não espere ver a versão doce e meiga que conhecemos da Kara da série da CW estrelada por Melissa Benoist ou mesmo da versão um pouco mais fria de Smallville, nem da versão ingênua do filme da década de 80 estrelado por Helen Slater. A versão da personagem de Millie Alcock é o estremo oposto a todas elas. Ela ainda carrega o peso de ter perdido o seu planeta natal Kandor (depois de já ter testemunhado o fim de Krypton) e mesmo depois de ter chegado a Terra e encontrado o primo Kal-El (ou Superman/Clark) interpretado por David Corenswet , ela ainda não se sente pertencente ao planeta e prefere afogar as mágoas em outros planetas.
Kara Ainda sofre muito com a perda dos pais e de seus dois planetas então a maneira que ela encontrou para lidar com a dor foi indo a planetas não tecnológicos para poder se embriagar. A versão de Millie é sarcástica, desbocada, brigona e muito debochada mas ao mesmo tempo tentando ser um bom exemplo para Ruthye enquanto tenta conseguir um antídoto para salvar a vida de Krypto que foi envenenado pela gangue de Krem.
Não adianta querer comparar esse filme com outras versões da personagem visto que são propostas e versões completamente diferentes. Millie Alcock trouxe a dramaticidade de uma heroína jovem que ainda está descobrindo novos mundos e ainda precisa lidar com a dor do luto de seus dois planetas enquanto tenta seguir os valores do primo famoso mesmo achando ele ingênuo.
Vemos uma história já manjada em Hollywood com Supergirl agindo como mentora de Ruthye mesmo contra a vontade (como aconteceu em Aves de Rapina com Harley Quinn também cumprindo seu papel de mentora de uma jovem adolescente).
Além de David Corenswet reprisando seu papel de Superman em chamadas de vídeo para desejar Feliz Aniversário para a prima, também vemos Jason Momoa como Lobo que claramente foi uma escolha acertada para o papel e casou perfeitamente com o personagem debochado dos quadrinhos.
Já a trilha sonora traz uma trilha eclética com clássicos do rock como "Call Me" da Blondie, "Heroes" de David Bowie, "Don't Stop Me" do Queen, "Birthday" do Sugarcubes, "Just a Girl" do No Doubt entre outras.
Dirigido por Craig Gillespie (Cruella) com roteiro de Ana Nogueira (Baseado nos quadrinhos de Tom King e Bilquis Evely) , Supergirl traz uma abordagem diferente a história da garota de aço ao que estamos acostumados, apesar de ter algumas incosistências técnicas relacionada a vinda de Supergirl em relação ao Superman, o filme explora bem a temática do luto e relações familiares e de como nossas escolhas podem também afetar pessoas próximas que podem ser influenciadas por elas. Você querendo ou não.
Supergirl estreia no dia 26 de junho nos cinemas e está sendo distribuído no Brasil pela Warner Bros.